Eles tavam vendendo de tudo, mas se destacavam:
- Para as meninas, em geral, vários vestidos de princesa ou a combinação básica "externalize a puta... falta de criatividade", maiô+shortinho curto+acessório. O acessório em geral determina sua fantasia. Maiô+short vermelhos + diadema com chifres te fazia uma diaba. A versão preta da coisa, com cacetete, rayban e chapéu te fazia uma policial, e por aí vai. Acho que eles só trouxeram a sessão de fetiches pro mundo aberto e puseram etiquetas com abóboras na embalagem.
- Para os meninos, em geral, vendiam roupas de corpo inteiro, máscara inclusa. Caveira, médico, serial killer, etc. Senti falta de algo mais próximo da linha gogo boy.
Senti falta do gore da coisa, sabe? Tudo meio fofinho, meio engraçado, não muito assustador. Acho que tem muito a ver com a vibe japonesa fagocitadora de cultura ocidental, que geralmente cospe uma coisa que não é o original, não é muito japonês e acaba ficando meio sem sentido. (adoro falar de fagocitar cultura e cuspir outra coisa desde que estudei modernismo lá pros meados de 2001. É tão orgânico-visceral.)
Além de toda essa papagaiada, também havia as fantasias puramente japonesas. Tipo um pijama peça única onde cabiam 3 pessoas e 2 cachorros, de Pikachu, Abóbora, Stitch, entre outros. Vicky, minha amiga húngara, que decidiu não perder essa oportunidade incrível de pegar um trem em tokyo vestida com um pijamão de abóbora, sugeriu que eu fosse de pikachu. E me imaginar andando pelas ruas de tokyo de pikachu, com cauda e tudo, me convenceu. Decidi adicionar uns detalhes pra deixar mais interessante, e taí resultado.
Foi engraçado, apesar de eu ter metido o bastão em uma menina enquanto dançava, não conseguir parar de pensar nisso e me sentir culpado desde então. As pessoas gritavam "Pikachu! Fala comigo!" no meio da rua. Ao que eu respondia com um "Pikapika", na voz mais gutural possível, aterrorizando menininhas japonesas.
Mas confesso que tudo na verdade foi só um grande esquema pra eu poder comprar Crocs amarelos sem ser censurado. São extremamente confortáveis, mas não consigo sair pra rua com eles ainda. Temos mais alguns anos de lavagem cerebral pela frente, ao que parece.
(mais fotos [não muitas] aqui)

Confesso que a parte do Crocs me decepcionou... Ecaa, Marconinho!!
ResponderExcluirShoonen battoooooo!!
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